Como não poderia deixar de ser, sua vida amorosa também não seguia os padrões estabelecidos da época.
Seu primeiro casamento foi um escândalo, desde o envolvimento até a cerimônia nada convencional.
O futuro marido seria o poeta Oswald de Andrade, que ela conheceu juntamente com a esposa, a pintora Tarsila do Amaral. O casal modernista foi quem a inseriu no meio intelectual paulistano, pois já reconheciam o talento promissor daquela ainda menina.
O convívio foi tão intenso que os dois se apaixonaram e tiveram um romance secreto.
Pagu, grávida do modernista, chegou a se casar em concordância com Oswald e o noivo, o jovem pintor Waldemar Belisário, apenas por aparências.
Depois de muitos desentendimentos da família de Pagu contra o relacionamento dela com Oswald, os dois finalmente se casam na Igreja da Penha, apenas para satisfazer os caprichos familiares da noiva.
Antes, porém, o casal resolve selar a união de um modo nada convencional: um ritual em frente ao jazigo da família de Oswald, no Cemitério da Consolação no dia 5 de janeiro de 1930 com um contrato escrito pelos dois.

DESTAQUE:
- Nesta data contractaram casamento a jovem amorosa Patrícia Galvão e o crápula forte Oswald de Andrade.
- Foi diante deste túmulo do Cemitério da Consolação, à rua 17, nº 17. Que assumiram compromisso
- Na luta imensa que sustentam pela Victória da poesia e do estômago, foi o grande passo prenunciador, foi o desafio máximo.
- Depois que se retratem diante da igreja.
- Cumpriu-se o milagre. Agora sim, o mundo pode desabar.






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